O termo deepfake une deep learning (aprendizado profundo, uma técnica de inteligência artificial) e fake (falso). São vídeos, imagens ou áudios manipulados por IA para mostrar alguém dizendo ou fazendo algo que nunca disse ou fez.
Esses sistemas aprendem padrões de voz, expressões e movimentos a partir de gravações reais e conseguem reproduzi-los em situações novas, com um realismo cada vez maior.
Como os golpistas usam deepfake
- Famosos em anúncios falsos: vídeos de artistas, jornalistas ou médicos "recomendando" investimentos, remédios ou sorteios.
- Clonagem de voz: com poucos segundos de áudio de redes sociais, criminosos imitam a voz de um parente pedindo dinheiro.
- Fraude corporativa: falsas chamadas de vídeo com o "diretor" autorizando pagamentos urgentes.
- Burlar biometria: tentativas de passar por reconhecimento facial para abrir contas.
Como desconfiar
- Movimento da boca que não acompanha bem o som; piscadas estranhas ou ausentes;
- Bordas do rosto borradas, iluminação inconsistente, dentes e mãos deformados;
- Voz sem respiração natural, com entonação robótica;
- Principalmente: o contexto. Um famoso prometendo lucro garantido ou um parente pedindo Pix com pressa já é motivo para parar.
Como se proteger
- Combine uma palavra-chave com a família para pedidos de dinheiro.
- Em caso de áudio ou vídeo suspeito, desligue e retorne a ligação para o número que você já tem salvo.
- Nas empresas, exija confirmação por um segundo canal para qualquer pagamento fora do padrão.
- Pense antes de publicar muitos áudios e vídeos seus em perfis abertos.
Fontes oficiais
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