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NÃO CAIA
NO GOLPE

Golpe do motoboy: como funciona e como se proteger

Uma falsa ligação do banco, um cartão cortado e um "motoboy" que vem buscar. Entenda o golpe e o que fazer se você caiu nele.

Por Equipe Não Caia no Golpe · Atualizado em

Resumo: nenhum banco manda buscar cartão em casa, pede sua senha por telefone ou pede para você cortar o cartão e entregar a alguém. Se isso aconteceu, é golpe. Desligue e ligue para o banco de outro telefone.

O golpe do motoboy é uma variação do golpe da falsa central. A diferença é que, no fim, a quadrilha manda alguém até a sua casa para pegar o cartão físico. Com o cartão e a senha nas mãos, ela faz compras e saques até o limite.

Como o golpe acontece, passo a passo

  1. A ligação. Alguém liga dizendo ser da central de segurança do banco ou da administradora do cartão. Às vezes a chamada vem antes por SMS: "compra suspeita de R$ 3.000, ligue para…".
  2. O susto. O falso atendente diz que o seu cartão foi clonado ou usado numa compra estranha. Ele já sabe seu nome, CPF e parte do número do cartão, dados que vazaram de outros lugares.
  3. A senha. Para "confirmar a identidade" ou "cancelar a compra", ele pede que você digite a senha no teclado do telefone. Os tons das teclas revelam os números.
  4. O cartão cortado. Ele pede que você corte o cartão ao meio, quase sempre com a instrução de não danificar o chip, e coloque num envelope.
  5. O motoboy. Diz que um portador do banco vai passar para recolher o cartão "para perícia". Em pouco tempo, alguém chega de moto e leva o envelope.
  6. O prejuízo. Com o chip inteiro e a senha, a quadrilha faz compras, saques e transferências antes que você perceba.

Sinais de alerta

Como se proteger

  1. Desligue. Não importa o quanto a ligação pareça verdadeira.
  2. Ligue você para o banco, de outro telefone, usando o número impresso no verso do cartão ou o app oficial. Em algumas linhas fixas, se o golpista não encerrar a chamada do lado dele, a linha continua presa e você volta a falar com a quadrilha.
  3. Nunca digite a senha do cartão no teclado durante uma ligação.
  4. Se for descartar um cartão, corte passando pelo chip e jogue as partes fora em lixos diferentes.
  5. Converse com pais e avós. Os idosos são o alvo preferido. Combine uma regra simples: "banco nunca busca nada em casa".

Caí no golpe. E agora?

  1. Bloqueie o cartão imediatamente pelo app do banco ou pelo número oficial, usando outro telefone.
  2. Troque a senha do cartão e do app do banco. Se você instalou algum aplicativo a pedido do golpista, desinstale e avise o banco.
  3. Conteste no banco todas as compras e saques que você não fez e anote o número do protocolo.
  4. Se houve Pix, peça a abertura do MED. Veja o passo a passo em Caí no golpe do Pix: o que fazer agora.
  5. Registre um boletim de ocorrência pela delegacia eletrônica do seu estado. Se lembrar, informe a placa da moto, o horário e as características de quem buscou o envelope. Câmeras do prédio ou da rua podem ajudar.
  6. Se o banco negar a contestação, recorra à ouvidoria do banco e, depois, ao consumidor.gov.br ou ao Procon da sua cidade.

Perguntas frequentes

O banco manda alguém buscar o cartão em casa?

Não. Nenhum banco envia motoboy, funcionário ou portador para recolher cartão na casa do cliente. Quem pede isso é golpista.

Se eu cortar o cartão ao meio, ele fica inutilizado?

Só se o corte passar pelo chip. No golpe, o criminoso pede para cortar sem danificar o chip, porque com o chip inteiro e a senha ele ainda consegue fazer compras.

Desliguei e liguei para o banco. Estou seguro?

Ligue de outro telefone. Em algumas linhas fixas, o golpista não desliga a chamada do lado dele, e você acaba falando de novo com a quadrilha achando que ligou para o banco.

Entreguei o cartão. O que faço primeiro?

Bloqueie o cartão imediatamente pelo app ou pelo número oficial, usando outro telefone. Depois troque as senhas, registre o boletim de ocorrência e conteste as compras que você não fez.

Quem são as vítimas mais comuns?

Pessoas idosas são o alvo preferido, mas qualquer um pode cair. Os golpistas costumam ter dados verdadeiros, o que torna a ligação convincente.

Fontes oficiais