É um dos golpes mais frequentes no Brasil. Ele tem duas versões que costumam andar juntas: a clonagem, em que o criminoso assume a sua conta de verdade, e o falso parente, em que ele cria uma conta nova usando a foto e o nome de alguém próximo.
Como a clonagem acontece
O WhatsApp é ativado num celular novo por meio de um código de 6 dígitos enviado por SMS. O golpista inicia a ativação com o seu número e depois inventa um pretexto para você repassar esse código:
- Falsa pesquisa de satisfação ou confirmação de cadastro;
- Falso anúncio de venda, em que o "comprador" pede um código "para confirmar o pagamento";
- Falso funcionário de operadora, de clínica ou de serviço de entrega.
Quem recebe o código entra na sua conta e passa a pedir dinheiro aos seus contatos.
Como funciona o falso parente
Aqui não há clonagem. O golpista copia a sua foto de perfil, cria uma conta com outro número e escreve para seus familiares: "troquei de número, salva esse aqui". Em seguida vem um pedido de Pix urgente, quase sempre para a conta de um terceiro.
Sinais de alerta
- Mensagem de número desconhecido dizendo ser alguém da família;
- Pedido de dinheiro com urgência e desculpa para não poder falar por ligação;
- Conta de destino em nome de outra pessoa;
- Qualquer pedido de código recebido por SMS.
Como se proteger
- Ative a confirmação em duas etapas: Configurações › Conta › Confirmação em duas etapas. Com ela, só o código não basta para roubar a conta.
- Nunca repasse códigos recebidos por SMS, seja qual for a justificativa.
- Confirme por voz: ligue para o número antigo da pessoa ou faça uma pergunta que só ela saberia responder.
- Combine uma palavra-chave com a família para pedidos de dinheiro.
- Deixe sua foto de perfil visível apenas para seus contatos.